Diferença entre os meios intra e extra celular

Para que possamos entender o funcionamento do corpo humano, devemos inicialmente distinguir os meios intra e extracelular. A primeira pergunta é: O que difere esses dois meios?

a) O meio intracelular, como o próprio nome diz é aquele ambiente encontrado dentro de nossas células, composto pelo citosol que é a parte líquida e as diversas organelas citoplasmáticas.

b) O meio extracelular é tudo aquilo que está fora da célula, representado pelos líquidos que banham os tecidos, como o líquido intersticial, o sangue e a linfa. Dividindo esses dois meios temos a membrana plasmática que com sua estrutura própria consegue manter essas duas composições distintas e em equilíbrio.

Será que esses meios apresentam composição diferentes?

A resposta é sim. A composição química é diferente e alguns íons são encontrados em maior concentração dentro das células, enquanto outros estão mais concentrados fora da célula. Como exemplos temos os íons sódio e potássio. Enquanto o primeiro tem maior concentração fora da célula, o segundo tem maior abundância no meio intracelular. Outros elementos também são extremamente importantes diferenciarmos dos meios intra e extra celular. Cloro e cálcio são encontrados em grande concentração fora da célula, enquanto proteínas consideradas ânions orgânicos estão mais concentradas no meio intracelular, como os íons bicarbonato e fosfato que serão importantes para o controle do pH celular e também para a formação de moléculas de alto conteúdo energético como o ATP que é produzido pela respiração celular no interior da mitocôndria principalmente. A partir desses conceitos básicos, poderemos entender a importância da membrana plasmática, da permeabilidade que é diferente para cada um desses elementos, onde o potássio chega a ser até 100 vezes mais permeável que o sódio e também dos eventos fisiológicos que são gerados pela movimentação iônica através da membrana, como veremos mais adiante nos potenciais de membrana em repouso, no potencial de ação, na transmissão sináptica e até na contração dos músculos. Tudo gerado pela movimentação iônica.


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