Membrana plasmática

A membrana plasmática exerce uma série de funções importantes para a manutenção do funcionamento celular. Todas as células do corpo humano apresentam uma membrana plasmática que a envolve e delimita seu espaço físico, separando o lado intra do meio extracelular. Podemos enumerar as seguintes funções da membrana plasmática:

a) Separar o meio intra e extracelular.

b) Manter um ambiente químico apropriado para os processos celulares.

c) Manter o volume celular constante.

d) Transmitir sinais elétricos ou químicos.

A membrana apresenta uma composição própria, onde dois constituintes orgânicos se destacam. Esses constituintes são lipídios e proteínas que se organizam para fazer a estruturação da mesma. Temos abaixo um desenho de uma membrana plasmática encontrada em células humanas:



Nesse desenho temos a bicamada (duas camadas) lipídica (gorduras) com proteínas que atravessam totalmente a bicamada e a chamamos de integrais e proteínas ligadas ao lado externo ou interno da membrana, denominadas de periféricas.

Observamos que as duas camadas de gordura (bicamada) têm uma dupla aptidão. O lado da camada de gordura voltado para o lado externo ou interno tem afinidade pela água, sendo chamada de hidrofílica (hidro= água, fílica= filia= afinidade), enquanto a parte central da membrana é dita hidrofóbica (hidro= água, fóbica=fobia= medo). A região da membrana voltada para o lado externo e interno, embora seja uma gordura, consegue ter afinidade pela água devido a presença de estruturas polares (com carga). A principal estrutura que torna a membrana polar é o radical fosfato, podendo também ser encontrado a hidroxila ou carboidratos que formam as glicoproteínas.

As proteínas integrais encontradas na membrana apresentam a importante função de transporte, podendo exercer o papel de carreadores ou de canal. Uma proteína de transporte leva de um lado para o outro da célula substâncias diversas que precisem se deslocar entre os meios intra e extracelular. Uma proteína carreadora é aquela que se liga de forma específica a uma determinada substância e a desloca para o outro lado da membrana. Uma proteína canal é aquela que abre espaços na membrana para a passagem de determinadas substâncias. A abertura de canais pode ser influenciada por vários fatores, mas o principal deles é a concentração. O aumento da concentração de certas moléculas faz com que a membrana abra espaços para a sua passagem, configurando assim um canal. Um exemplo de canal é o que transporta íons como o sódio, potássio ou cloro para dentro ou fora da célula. Proteínas carreadoras também podem transportar íons, mas um exemplo bastante comum é aquele que acontece com a glicose.



As proteínas periféricas desempenham o papel de receptores em vários tipos celulares, mas elas também podem funcionar como antígenos ou proteínas de ancoragem, dependendo do tecido onde a mesma é encontrada.


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