Transporte transmembranar

Partimos do princípio da permeabilidade seletiva onde algumas substâncias usam a própria bicamada lipídica para se movimentarem, mas outras precisam de auxílio para esse transporte. O auxílio em questão é realizado pelas proteínas integrais que poderão atuar como canais ou carreadores nesse processo que definimos como transporte transmembranar ou simplesmente o transporte através da bicamada lipídica enxertada de proteínas ao longo dela.


COMO DIVIDIMOS OS TRANSPORTES?


A divisão é baseada em dois critérios básicos: Gasto ou não de energia metabólica na forma de ATP (Trifosfato de Adenosina) ou se acontece a favor ou contra um gradiente que na maioria das situações é um gradiente de concentração. Sendo assim, temos duas grandes divisões: Transporte ativo e passivo.


a)    Transporte passivo: É o mais comum. Não existe gasto de energia metabólica e acontece a favor de um gradiente de concentração, ou seja, vai de um local mais concentrado para outro menos concentrado. O que isso significa? É como nadar a favor da correnteza ou no dito popular: “Maria vai com as outras”. Um exemplo bem simples para entendermos o a favor do gradiente é você imaginar entrando em um estádio de futebol com 60 mil pessoas e só existe uma entrada. O simples fato de você entrar na multidão fará que você seja levado passivamente devido à grande quantidade de pessoas entrando no estádio sem gastar quase ou nenhuma energia.


b)    Transporte ativo: As características são opostas ao do passivo. Esse transporte gasta energia metabólica na forma de ATP e acontece contra um gradiente. No exemplo do estádio dado acima é como se você após entrar no estádio precise sair contra a multidão que tenta entrar. Provavelmente você irá gastar bastante energia nessa sua tentativa. No nosso organismo temos essas substância que fazem isso com custo energético.


TIPOS DE TRANSPORTE


A)   PASSIVO: Difusão simples e facilitada. A Difusão simples é o transporte básico de substância que se dissolvem na gordura (lipossolúveis). Essas substâncias se movimentam através da própria bicamada lipídica. Os gases e as gorduras e derivados (alta permeabilidade) usam a difusão simples. Podemos ter também substâncias hidrossolúveis utilizando difusão simples? E a resposta é SIM. Os íons são transportados por esse meio, mas utilizam os canais da membrana como mediador. Os canais são simplesmente aberturas na membrana feitas por proteínas integrais. A Difusão facilitada difere da simples pela presença dos carreadores que são também proteínas integrais específicas que se ligam a substâncias de maneira única e as levam de um lado ao outro da célula. Tanto a difusão simples como a facilitada não se beneficiam do gradiente de sódio do meio extracelular. Um exemplo clássico de difusão facilitada é o que acontece com a glicose ao ser levada para dentro das células.


B)   ATIVO PRIMÁRIO: Esse termo é usado pelo fato da energia metabólica (ATP) ser usada de forma direta, ou seja, o ATP é quebrado e a energia resultante é usada para movimentar a substância contra o seu gradiente. Lembram do exemplo do estádio??????? A bomba de sódio e potássio é o maior exemplo desse transporte. A bomba atua jogando sódio de dentro para fora da célula e o potássio de fora para dentro, justamente contra seus gradientes de concentração. Sabemos de aulas anteriores que o meio extracelular tem alta concentração de sódio enquanto o meio intracelular está altamente concentrado em potássio. A relação de transporte é de 3 para 2, ou seja, a cada 3 sódios retirados da célula, dois potássios são devolvidos para dentro. O transporte ativo tem uma proteína carreadora e não se beneficia do gradiente de sódio. Na realidade é a própria bomba responsável por manter o gradiente de sódio alto no meio extracelular. Outro exemplo de bomba importante é o da bomba de cálcio que é encontrado nos músculos e de grande importância para a contração muscular.


C)   ATIVO SECUNDÁRIO: Esse transporte usa a energia metabólica de forma indireta e precisa (se beneficia) do gradiente (concentração) de sódio, mas lembre-se que a concentração de sódio fora da célula só aconteceu porque a bomba de sódio e potássio funcionou e aí ela gastou energia para que isso acontecesse. O transporte ativo secundário é dividido em simporte ou co-transporte e antiporte ou contra-transporte de açodo com o sentido da substância que se movimenta junto com o sódio. Vamos aos exemplos:


1)    Co-transporte: Quando o sódio entra na célula a favor de seu gradiente usando uma proteína carreadora a glicose se liga a ela e se movimenta no mesmo sentido do sódio, ou seja, para dentro da célula.


2)    Contra-transporte:Quando o sódio entra na célula também a favor de seu gradiente e usando uma proteína carreadora uma outra substância se liga a essa proteína e sai da célula, ou seja, enquanto o sódio entra a substância sai, daí o termo contra-transporte. Os íons hidrogênio e cloro fazem esse transporte para sua movimentação através das membranas.


OSMOSE


A osmose representa a movimentação de água através da membrana plasmática e embora a bicamada lipídica tenha uma porção central hidrofóbica, a água consegue se movimentar de acordo com a concentração intra e extracelular. A água se movimenta do meio hipotônico (menor quantidade de soluto e maior de solvente) para o hipertônico (maior quantidade de soluto e menor de solvente), ou seja, a água vai de onde tem mais água para onde tem menos água. Lembre-se que esse termo hipo e hipertônico refere-se ao soluto e não ao solvente.


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